Sindcom – Comunicação sindical

Outubro 31, 2008

Censura na CBN

Arquivado em: 1 — Tags:, , , , , — ricardonegrao @ 6:36 pm

A assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região acaba de soltar uma nota sobre a censura na CBN de um comercial veiculado por algunas entidades sindicais. No site da CBN não há qualquer nota sobre o fato.

Veja abaixo a nota do Sindicato:

“Nota: Santander pressiona e CBN suspende spot de bancários

Após pressão da direção do Grupo Santander Brasil, a Rádio CBN suspendeu a veiculação de spot de rádio de campanha em defesa dos empregos dos bancários do Santander e do Real.
O comunicado aos brasileiros é de autoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações estaduais de bancários (Fetecs) e da Associação dos Funcionários do Santander Banespa (Afubesp).
O contrato previa a veiculação de 10 inserções nesta sexta-feira, 31 de outubro, mas apenas metade deles foi ao ar. As entidades consideram a suspensão um ato de censura à liberdade de expressão dos trabalhadores.
Hoje, além da campanha de mídia, os bancários do Grupo Santander Brasil atrasaram o início dos trabalhos nos Centros Administrativos do Santander, em Santo Amaro, e na matriz do Banco Real, na Avenida Paulista. Uma carta aberta também foi distribuída durante os protesto realizados nesta manhã.

Segue abaixo na integra texto de spot suspenso.

“Comunicado aos brasileiros
O presidente mundial do banco Santander, que também controla o Banco Real,
vem para a Fórmula 1 torcer contra o piloto brasileiro.
Anuncia um plano estratégico de fusão, que prevê milhares de demissões.
Os lucros astronômicos vão para a Espanha, e por aqui ficam o
desrespeito aos clientes e as demissões.
Exigimos respeito ao Brasil e aos brasileiros.
Comunicado de Responsabilidade do
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Afubesp, Fetecs-Contraf-CUT”"

Outubro 17, 2008

A comunicação sindical na greve da polícia

Arquivado em: 1 — Tags:, , , , , , , , — ricardonegrao @ 4:40 pm

Após o fechamento da revista fica mais fácil para escrever. Sei que prometi um post sobre os RSS, mas antes dele vamos ver como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical trataram da greve em seus sites. O governador José Serra responsabilizou diretamente as duas entidades pelo ocorrido. Será?

foto: Caco Argemi/Seeb-Poa

No site da CUT o tema é manchete, claro. Com o título “Bombas, cavalaria, tiros e feridos à bala”, a entidade condena os dois tumultos que ocorreram nesta quinta-feira, dia 16 de outubro: em São Paulo e em Porto Alegre. Sim, em Porto Alegre a polícia bateu firme nos bancários.

Ao transformarem a Polícia Militar em guarda pretoriana de seus desgovernos, os tucanos José Serra e Yeda Crusius quase provocaram a morte de pais e mães de família que protestavam contra a intransigência e defendiam o atendimento as suas reivindicações”, diz o texto no site da CUT assinado por Leonardo Severo e Paula Brandão, clique aqui.

No site da Força Sindical, o destaque é o Paulinho, seu presidente e deputado federal. Claro que a página fala sobre o ocorrido em São Paulo, mas não há o destaque merecido na parte “nobre” da página. Diz a nota oficial: “Os dirigentes das seis centrais sindicais presentes ao ato ficaram indignados com a brutalidade da Polícia Militar contra os servidores. É intolerável que um governador eleito democraticamente utilize métodos truculentos contra servidores em luta. Demandamos que o Governo do Estado retome o caminho da negociação e atenda as justas reivindicações dos policiais civis, pois valorizar a função e a carreira do policial é parte fundamental de uma política de segurança pública democrática e eficiente.” Veja aqui.

Porto Alegre – No site dos Bancários de Porto Alegre nem parece que houve qualquer tipo de agressão à categoria. O assunto, simplesmente não está na manchete. Claro que os bancários continuam em greve em todo o país, mas seria fundamental mostrar o que houve na quinta? Não poderia ter um texto amarrando o que aconteceu no país e em especial na capital gaúcha? Quer ler o que aconteceu, clique aqui.

Nesta sexta eles prometem um ato público contra a violência em frente à agência Central do Banrisul, na Praça da Alfândega, no centro.

Outubro 9, 2008

Dos jornais sindicais para o mundo. A charge na web sindical

Arquivado em: 1 — Tags:, , , , , , , , , , — ricardonegrao @ 10:00 am

Márcio Baraldi é um cartunista das antigas. Mas que está em sintonia com a internet. Não é à toa que seu trabalho tem bons índices de audiência nos sites dos sindicatos que publicam o seu trabalho. Além do movimento sindical, Baraldi também atua no mundo do rock, com personagens como Roko-Loko e
Adrina-Lina. Abaixo, a entrevista com o cartunista sobre charges sindicais na internet.


Sindcom – Quantos personagens sindicais você já criou em sua carreira?
Márcio Baraldi –
Vários. Comecei minha carreira no sindicato dos Químicos do ABC, onde criei os personagens Zé Ácido, Maria Vitamina e Caveirinha, que são muito queridos na categoria química, e os desenho até hoje. Já lancei dois livros com charges deles: “A fórmula do Riso” e “Ideologia: Eu quero uma pra viver!”. O Caveirinha é um esqueleto que representa o trabalhador vítima de acidente de trabalho e serve para criticar a insalubridade do setor químico.
No Sindicato dos Bancários de São Paulo, eu faço o casal Euriko e Ritalinda, que são politizados e participam de todas as atividades do sindicato, inclusive de lazer. Não perdem uma assembléia nem uma festa no Café ou na Quadra.

Também faço o doutor Cicólo para o Sindicato dos médicos; dra. Electra , para os psicólogos; Pascoal, o fiscal, para os fiscais; Adamastor, o procurador, para os procuradores; Diretorzim e Iraildo Bravo para os diretores de escola; e também faço personagens para os metroviários, bancários do ABC, servidores da saúde… Enfim, é uma família beeeeeeeem grande!

Sindcom – Para quantos sindicatos você já desenhou?
MB –
Para todos os que citei acima. E se somarmos todos os que já desenhei em outras ocasiões e épocas deve dar uns cinquenta.

Sindcom – Seus trabalhos estão acessíveis na internet ou apenas  nos jornais das entidades?
MB –
Em alguns casos estão tanto nos jornais quanto no site da entidade. Em outros só nos jornais.

Sindcom – Você já fez algum trabalho exclusivo para a internet?
MB –
Na verdade todas as charges e quadrinhos que eu fiz ou faço acabam sendo aproveitáveis em ambos os veículos.

Sindcom – Que tipo de trabalho você considera viável para que seja divulgado exclusivamente pela internet? O link está disponível?
MB –
As animações. A internet é perfeita para elas.

Sindcom – O que você acha que falta para as charges chegaram à web no mundo sindical? Você acha que tem espaço para isso?
MB –
Lógico. Tanto é que eu já faço minha parte há muitos anos.Tenho seção de charges no site dos Bancários de São Paulo e Químicos do ABC, que têm milhares de acessos por mês e atingem pessoas não apenas daquelas categorias profissionais, mas do planeta inteiro. E por falar nisso,visitem meu site pessoal que tem muita coisa bacana lá também: www.marciobaraldi.com.br


Outubro 8, 2008

Bancários em greve. Metalúrgicos também. E a cobertura é online?

Arquivado em: 1 — Tags:, , , — ricardonegrao @ 5:15 pm

Duas greves movimentam, ou melhor, param São Paulo nesta quarta-feira. Para falar a verdade, a dos bancários, o país inteiro. A dos metalúrgicos, a capital e Mogi das Cruzes. Mas vamos ao que interessa: como os site das entidades tratam da greve e da campanha salarial.

Primeiro os bancários. O site da Contraf-CUT disponibiliza um quadro nacional da greve. E uma lista de notícias que tem tudo para crescer ao longo do dia. É a greve nas ruas e a cobertura online.

Já o site do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região vai além e apresenta em uma página especial tudo sobre a campanha salarial. Na capa, logo na manchete apresenta um balanço do dia (até as 14h), aponta os motivos para a paralisação e as reivindicações.

Se você é jornalista e está cobrindo os dois movimentos, qual escolher? Bom, eu certamente iria escolher o movimento bancário.  Em poucos cliques é possível saber quais são as propostas e o que está acontecendo no Brasil inteiro.

Já o site do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo fala da greve, aponta os locais paralisados, mas deixa a desejar quando fala sobre a participação do Sindicato na greve e suas reivindicações. E o que é pior tem ainda informações do dia anterior na capa.

Moral da história - Para um jornalista que não acompanha de perto o movimento sindical é difícil entender o que significa as reivindicações de cada categoria. Neste quesito, ponto para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, que em uma pequena tabela (abaixo) mostra as reivindicações e poupa o tempo de jornalistas, ainda mais para quem trabalha na web.

E um balanço das duas greves nos portais. UOL, Terra e IG dão destaque à greve dos bancários em suas páginas principais. A dos metalúrgicos, apenas uma delas.

Outubro 7, 2008

Sindicalização online. Que bicho é esse?

Arquivado em: 1 — Tags:, , , , — ricardonegrao @ 10:00 am

Até hoje, o contato do diretor sindical com a base é fundamental. Tem de ser feito. Pelo menos é o que dizem os dirigentes sindicais que conheço. Entregar o jornalzinho na porta do local de trabalho também.
Mas em tempos de internet, novas práticas poderíam se encaixar com os já antigas. Por exemplo? Colocar no site da entidade sindical uma “Sindicalização Online”.

Muitos sindicatos são sustentados pelos sócios (e os que ainda não são deveríam repensar isso, não?) e dependem deles para manter uma estrutura que briga pelos seus direitos. Ter o trabalhador sindicalizado também mostra a força da categoria na hora de negociar com os patrões.

Entretanto, sindicalizar é difícil. Ainda mais porque os diretores ou funcionários das entidades não podem estar 100% do tempo no local de trabalho, conversando com os trabalhadores. O que fazer? Oras, hoje em dia a internet ajuda a resolver esses pequenos problemas.

Se uma pessoa faz compras pela internet, aluga carros, agenda consultas, porque não se sindicalizar? A pergunta é simples, mas de difícil execucão. Não passa pela cabeça de muitos dirigentes que essa ferramenta pode ser aliada. Vamos pegar exemplos diferentes.

Um dos maiores sindicatos brasileiros, o dos Metalúrgicos do ABC, tem abaixo do logo um link para a sindicalização. Do outro lado da home, na direita, há uma propangada, com foto e que chama a atenção. A páginade sindicalização  é clara, bem distribuída, com informações sobre o por quê se associar, mas o link poderia estar melhor distribuído. Uma boa dica seria acrescentar o link para a ficha de cadastro na imagem da trabalhadora segurando sua carteirinha. No entanto, após clicar, o metalúrgico cai direto na ficha e pronto, vira sindicalizado. Perfeito! Veja aqui.

O segundo exemplo. Vamos até o Rio de Janeiro. O site dos Bancários do Rio também tem sindicalização via web. Só que está escondido em meio à tarja vermelha do menu superior. Pior mesmo é o flash da home, que está lá em baixo. Ao clicar no link, a página não apresenta nenhum texto sobre a importância de se sindicalizar. Veja aqui.

O terceiro. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Lá também há uma ficha de sindicalização online. Mas o jornalista terá de procurar, e muito. Está escondida dentro da aba Documentos. Tá, aí vem a pergunta: qual a diferença entre “ficha de sindicalização” e “pré-ficha de sindicalização”? Ao me associar eu tenho de completar as duas? No site dos jornalistas do Rio a palavra “associe-se” está entre o topo com o nome da entidade e o flash de apresentação. Este flash inclusive diz “Não fique só, fique sócio”, mas não dá a oportunidade para o jornalista, ao clicar, entrar direto na ficha de sindicalização. Os jornalistas, tanto do Rio quanto de São Paulo, cometem o mesmo erro: não dizem nada sobre a importância da sindicalização. Será que não há motivos para isso?

Como tentei demonstrar aqui, pegando exemplos de algumas entidades, os sindicatos já acordaram para a sindicalização on line. O que falta é demonstrar melhor como fazer isso como no caso dos Metalúrgicos do ABC.

Outubro 3, 2008

Resposta do UOL. Terra e IG ficam devendo

Arquivado em: 1 — Tags:, , , , , — ricardonegrao @ 2:24 pm

Em 25 de setembro lancei um post sobre Os portais brasileiros e o sindicalismo. E fiz uma indagação: “para os portais, tratar de reajuste salarial é ganho do trabalhador ou perda para os bancos?”

Até agora, só o UOL respondeu, por meio de Mara Gama, ombudsman do portal. IG e Terra estão devendo.
Segue abaixo a mensagem de Mara Gama:

Responde o gerente geral de Notícias, Rodrigo Flores:
“O UOL cobre as paralisações da Polícia Civil e dos bancários em UOL Notícias (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/09/30/ult5772u914.jhtm). Eventualmente o assunto é tratado em UOL Economia. A escolha das editorias me parece pertinente e coerente com a nossa proposta de organização das notícias. Não há aí qualquer julgamento.
Sobre o uso de tags ou marcadores, o UOL Notícias ainda não conta com esse recurso na publicação de suas reportagens.”
Atenciosamente
Mara Gama

Setembro 29, 2008

O jornalismo sindical no banco escolar

Arquivado em: 1 — Tags:, , , , , , , , — ricardonegrao @ 4:33 pm

A seguir, uma entrevista com o professor Alexandre Barbosa, sobre o ensino do jornalismos sindical nas universidades. Mestre em ciências da comunicação pela USP, Barbosa mantém o site www.latinoamericano.jor.br sobre jornalismo na América Latina.

Sindcom – Porque não se aprende mais a fazer jornalismo sindical nos cursos de comunicação? Por outro lado, os alunos mostram interesse em trabalhar no meio sindical?
Alexandre Barbosa –
Talvez não com esse nome, mas há ações em alguns cursos, como uma disciplina chamada Jornalismo Social e Comunitário que une a comunicação para o terceiro setor e a comunicação comunitária e sindical. Essa disciplina, na universidade em que trabalho, é oferecida no sexto semestre e – se bem conduzida – desperta interesses nos alunos. Nos primeiros semestres, dificilmente há alunos que manifestam interesse nessa área, mas depois de estudar história do jornalismo, jornalismo social, etc, aparecem alguns interessados. Há um quadro que explica a situação:
- Por um lado há falta de empenho da academia de considerar esse campo de trabalho. É um dilema dos cursos que ficam no muro entre o ensino mais prático e o teórico. Algumas universidades não oferecem disciplinas como Assessoria de imprensa, enquanto outras oferecem uma carga maior.
- Por outro a imagem dos sindicatos sofreu um desgaste muito grande, por culpa não só da indústria jornalística, mas também pelos próprios sindicatos. Tirando os exemplos dos Metalúrgicos do ABC e dos Bancários, fica uma imagem do sindicato que sorteia carro e apartamento com show de pagode no Primeiro de Maio. Verdade que nem todos os sindicatos são assim, mas essas festas tiraram a imagem de luta e transformaram o sindicato numa “ONG” que faz festa.
A conseqüência é que os sindicatos se tornaram mais um lugar em que se pode trabalhar e não um lugar especial para desenvolver uma ação, o que diminui o interesse pelo estudo.

Sindcom – Qual é hoje, na tua opinião, os melhores sites sindicais?
AB – Gosto do trabalho dos metalúrgicos do ABC e dos bancários, que desenvolveram uma comunicação muito séria há tempos. Consulto o dos jornalistas e dos professores, os dois de São Paulo. Agora, se você incluir os movimentos sociais, a lista aumenta bastante.

Sindcom – Na América Latina, por exemplo, como se dá esta questão do estudo da comunicação sindical nas universidades?
AB – Há estudos avançados na USP e na PUC, mas geralmente na pós-graduação. A prof. Maria Nazareth Ferreira, da USP, é uma pioneira na área da imprensa operária.

Sindcom – Porque a luta de classes não faz parte do cotidiano dos grandes portais brasileiros. Porque eles sempre colocam uma informação sobre reajuste salarial no canal de Economia?
AB –
Isso faz parte de um processo maior de perda do horizonte histórico na imprensa. A visão de mundo em que não há luta de classes, não há união entre os trabalhadores, se reflete no tratamento das notícias, Como as indústrias jornalísticas são expressões do liberalismo econômico, os critérios de noticiabilidade seguem as categorias de seleção desse liberalismo. Isso explica, em parte, o tratamento dado para as greves, por exemplo.

Sindcom – Qual é a importância da comunicação na web para o movimento sindical? As centrais sindicais ou os sindicatos já perceberam isso ou ainda fazem comunicação dos anos 70/80.
AB – A web é uma ferramenta interessante não só do ponto de vista econômico – é mais “barato” montar um site do que editar um jornal – como tem possiblidades de interação, inclusão de novos conteúdos com agilidade e maior capacidade de inserção de informações que as mídias tradicionais não têm. Verdade que muitos sindcitaos não se atentaram para essa possibilidade, mas isso não é exclusividade deles. A mudança não deve estar só na mídia, mas também na linguagem. Nesse ponto, o MST tem muito a ensinar sobre o uso da comunicação.

Clique na imagem e vá para o site Latino Americano.

Setembro 25, 2008

Os portais e o sindicalismo

Arquivado em: Sem — Tags:, , , , , , — ricardonegrao @ 9:07 pm

A palavra “trabalho” e todo o seu conteúdo é tratado como subproduto nos portais brasileiros, como o UOL, IG ou Terra. Claro que a palavra em si traz diferentes conotações. Para o mundo sindical significa uma coisa, para um desempregado, outra.

Seja como for, os portais citados acima não possuem uma forma clara de categorizar o que o mundo sindical produz como informação. Quer um exemplo: a categoria bancária está em campanha salarial. Na terça, dia 24/09, recusaram uma proposta de reajuste e no dia seguinte, quarta, fizeram uma grande atividade em São Paulo, na avenida Paulista (leia mais aqui).

Mas para os portais isso é tratado como um apêndice do canal de “economia”. O Terra vai além e o sub-divide em “empresas”. Na Folha Online há ainda um link para “leia o que já foi publicado sobre os bancos”. Cabe uma pergunta: para os portais, tratar de reajuste salarial é ganho do trabalhador ou perda para os bancos?

É uma impressão errada ou há no Brasil apenas uma campanha salarial em andamento? Ou apenas duas por ano? Será que um canal dedicado ao mundo do trabalho não daria audiência o suficiente para ter um link na home de cada portal? A questão é ideológica ou puramente de audiência?

Não, essa conversa de reivindicação, de luta e outras coisas ligadas ao movimento sindical está em segundo plano. Não tem como negar que os bancários pararam a Paulista, mas para quê falar da reivindicação se podemos puxar pelo trânsito?

Aí, é claro, sem ter um canal específico para as lutas dos trabalhadores não há como mediar a audiência. E se não tem audiência não tem espaço, não é mesmo?
Seja como for, a pessoa procura nos canais desses portais a oportunidade de mudar de emprego ou até de profissão. Mas não de conhecer profundamente a categoria.

Vou encaminhar a pergunta aos portais e vamos esperar por respostas.

Setembro 22, 2008

Quem procura por sindicatos

Arquivado em: 1 — Tags:, , , , , , , — ricardonegrao @ 2:34 pm

Aproveitei o excelente post do Imezzo sobre as palavras que os brasileiros mais digitam no Google para pesquisar, quais categorias mais aparecem. A base vem do Google Insights, com dados a partir de 2004 até os dias de hoje.

Em primeiro lugar aparece o “Sindicato Comercio”, seguido por “Sindicato dos Trabalhadores”, “Sindicato Bancários”, Sindicato dos Empregados”, “Sindicato do comercio”, “Sindicato dos bancarios”, “Sindicatos”, “Sindicato metalurgicos”, “Sindicato Jornalistas”, “Sindicato dos professores”. Uma característica de quem busca informação sobre os sindicatos: no sistema de busca do Google a palavra é sempre digitada sem acento.

Também é possível analisar de quais estados parte a busca. Em “Sindicato Comercio”, a maior parte vem, pela ordem de São Paulo, Paraná, Santa Catarina. Quem o procura, ainda digita “sindicato empregados comercio”, “sindicato dos empregados”, por exemplo.

Ao digitar no Google “sindicato comercio”, o primeiro a aparecer é o Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP), que cuja categoria está em campanha salarial neste momento. Abaixo, aparece o Sindicato dos lojistas do Comércio de São Paulo, um sindicato patronal.

Para finalizar: o que é mais impressionante nesta comparação é perceber que dos 10 maiores índices, 3 são relacionados ao geral (“dos trabalhadores”, “dos empregados” ou simplesmente “sindicatos”). Outros quatro estão ligados às categorias “comerciários” e “bancários”. Falta, portanto, associar à palavra sindicato à categoria em questão. Isso serve de exemplo para os químicos ou metroviários, em que a busca por estas páginas é muito baixa.

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